Buscando um possível caminho para que as demandas sociais, principalmente aquelas advindas das classes menos privilegiadas, pudessem ser melhor processadas foi que nos dispusemos a refletir sobre o mecanismo de intermediação de interesses representado pelo sistema corporativista, analisando o seu potencial enquanto sistema regulador das relações entre estado e sociedade e as suas possibilidades efetivas de contribuir para o aperfeiçoamento da democracia em sistemas políticos como o nosso.
A primeira reflexão a que nos propusemos, acerca do conceito de estado, bem como suas funções, dimensão e limites de atuação, veio demonstrar a precariedade política e institucional do estado brasileiro no que se refere à credibilidade das instituições estatais, bem como à sua frágil capacidade de articulação e processamento das demandas sociais, além do problema crucial representado pela falência e péssima administração financeira do mesmo que, ao mesmo tempo que se vê impossibilitado de financiar os bens e serviços demandados pela sociedade, se vê cercado por episódios frequentes e irritantemente repetitivos de corrupção, malversação e impunidade.
O problema da incapacidade do estado de processar as demandas oriundas da sociedade adquire proporções ainda mais alarmantes na medida em que se constata o quão pouco organizada é a sociedade brasileira e a necessidade de se promover uma participação política maior e qualitativamente melhor, que incorpore os amplos setores até então excluídos das arenas decisórias.
Este blog tem alguns objetivos singelos: trocar idéias, "provocar" os leitores, interagir e compartilhar opiniões, sonhos, dúvidas, conhecimentos, experiências...
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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
sexta-feira, 31 de janeiro de 2014
Se eu fosse candidata...
Estou cada vez mais convencida de que as pessoas de bem têm o dever de participar mais ativamente da política, e, por isso, acabei divagando um pouco sobre quais propostas eu faria se fosse candidata a prefeita, por exemplo; afinal, eu me considero uma pessoa de bem. Este “artigo”, entretanto, é apenas para por algumas ideias na roda, quem sabe, alguém aproveita algo!
1 – a minha candidatura seria necessariamente uma candidatura pobre, penso que nos tempos atuais é possível e bem mais adequado fazer uma campanha focada basicamente em reuniões/assembleias em praças públicas e internet/redes sociais. Para isso, a campanha precisaria, basicamente, de um equipamento de som e de gasolina, e de um ou dois computadores com internet, coisa relativamente fácil de se conseguir, começando pelo meu computador pessoal e, provavelmente, agregando o de algum apoiador que pudesse disponibilizar isso;
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
O mercado e a miséria.
Em tempos de globalização e neo-liberalismo, o mercado reina absoluto, sem que ninguém ouse questionar os seus fundamentos principais, não obstante o seu fracasso social gigantesco e a sua incapacidade crônica na erradicação da fome e da pobreza. Cada vez mais crescem as desigualdades intra e internacionais, e a lógica liberal persiste soberana, embora o seu mérito mais significativo e, ao mesmo tempo, nefasto, seja a produção de uma enorme massa de seres humanos “descartáveis” que, sem nenhuma utilidade mercantil, são desconsiderados e totalmente invisibilizados social e politicamente.
Não obstante o crescente avanço tecnológico e o aumento sistemático da produção mundial, a miséria persiste, a concentração de renda se agiganta e a exclusão social, política e econômica se abate implacável sobre mais de dois bilhões de habitantes desse nosso planeta (PNUD, 1992).
Consumo, meio ambiente e qualidade de vida
Acho este texto brilhante, sempre achei, desde a primeira vez que o vi!
Vale a pena comprarmos
carros para ir trabalhar, gastando rios de combustível para andar em primeira
ou segunda? Ficamos um carro atrás do outro, por ausência de transporte
coletivo, olhando os esgotos em que se transformou o rio Tietê por falta de
tratamento e excesso de poluentes. Um quilômetro de metrô custaria aqui cerca
de 40 reais por habitante. Pagamos 30.000 reais para andarmos a 14 quilômetros por
hora. Tem lógica? Hoje levamos à morte inúmeros jovens que ocupam com as suas
motos os restos de espaço viário que sobrou, entre um mundo de carros parados.
quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
Publicado em 19/12/2013 no Conversa Afiada.
Rebelo: Copa vai golear a “fracassomania”
Vai passar pelo Brasil um furacão desenvolvimentista.
O Conversa Afiada reproduz artigo do ministro do Esporte, Aldo Rebelo,
publicado no Valor, o PiG (*) cheiroso, outro exemplar do “cupim autofágico”:
A passagem de um furacão desenvolvimentista
O país-sede não vence, necessariamente, a Copa do Mundo dentro do campo, mas festeja a passagem de um furacão desenvolvimentista que deixa em seu rastro benfazejo um legado incomensurável.
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
"... não ligue, não ouça, são pontos de interrogação..."
Por quê o óbvio, às vezes, é tão obscuro?
Por quê as pessoas boas não entram na política se é exatamente nelas que todo mundo quer votar?
Por quê você não se preocupa em dar uma base (nas urnas) ao governo eleito para que ele não tenha que comprar uma?
Por quê você insiste nessa balela de MÉRITO, se você conhece várias pessoas que trabalharam dura, honesta e competentemente uma vida inteira, que estudaram e, mesmo assim, não conseguiram sair do lugar?
Por quê você não lê, não escuta, não argumenta?
quarta-feira, 27 de novembro de 2013
Uma viagem totalitária...
Sim, eu ando assustada com a facilidade que algumas pessoas têm de acreditar nos grandes meios de comunicação, eu ando apavorada com a facilidade que algumas pessoas têm de repetir ideias preconceituosas, infundadas e absurdamente conservadoras. Ando muito triste com a absoluta falta de memória de alguns e a monstruosa ignorância histórica de outros.
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